Todo o ano a cena se repete com a chegada do período chuvoso. A vala que separa as Unidades 203 e 201 - utilizada como área de despejo de lixo, galhos de árvores, móveis e animais mortos pelos moradores - transborda, provocando pontos de alagamento entre as ruas 28 e 203 NO.

Isso acontece porque os dejetos são arrastados pela vazão da água, provocando o entupimento do bueiro responsável por desembocar o fluxo pluvial no 'Rio Paciência'. Sem ter pra onde escorrer, a água suja retorna, alagando as casas próximas.A Cidade Operária teve origem há mais de 25 anos, na gestão do ex-Governador João Castelo. Por uma falta primária de planejamento, a 'vala' que separa a Unidade 203 da 201 foi construída sem pontes de acesso para a travessia da população. Com a ocupação do conjunto, os próprios moradores edificaram pequenos pontos de passagem, para evitar que ficassem ilhados durante o período de chuvas.
A vala, que possui cerca de 3km de extensão, sofre com a falta de urbanização e conscientização dos moradores. O lixo acumulado provoca o acúmulo de água, propiciando um ambiente ideal para o surgimento de focos das larvas do mosquito da dengue.
A Prefeitura de São luís realizou recentemente um serviço de limpeza da galeria, mas isso não é suficiente. Só com um projeto definitivo de urbanização, o problema será solucionado.



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